Com esse pensamento como bandeira e com essa vontade de continuar a dar visibilidade à síndrome de Rett e a angariar fundos para a sua investigação, nasceu o documentário Línea de Meta, um projeto muito íntimo e pessoal para Josele e a sua família.
«Não tinha consciência de como era a nossa história até ver o documentário. Despimo-nos completamente, éramos nós e não havia truques nem subterfúgios», comentava Josele.
Línea de Meta foi nomeado para os prémios Goya pela dura realidade, a força e o final esperançoso que transmitia. «O nome Línea de Meta refere-se àquela linha que cruzas em cada corrida, aquela linha que indica que terminas, mas que imediatamente surge outra nova. Se alguém me vir a correr junto à Maria e vir que a nossa causa é justa e decidir ajudar-nos a financiar o nosso projeto de investigação, essa seria a minha linha de meta nessa corrida», explicava Josele.
Este documentário não só deu visibilidade à realidade de María e Josele, como também deu esperança a muitas famílias. «Revoltamo-nos contra o que nos acontecia, que é realmente injusto».